Atrasos nos pagamentos aos prestadores de serviços da Epig provocaram a interrupção parcial das obras de modernização do Corredor Eixo Oeste, em Brasília. Caminhões e máquinas pesadas suspenderam atividades nesta segunda-feira, após apontarem atrasos de até cinco meses. Uma faixa no canteiro informou o não pagamento de alguns prestadores.
Durante a mobilização, houve incêndio de materiais no local, chamando a atenção de motoristas que passavam pela região. Os equipamentos parados são usados na terraplenagem, movimentação de solo e transporte de insumos, áreas críticas para o andamento das obras.
Cobrança e responsabilização
Prestadores afirmam que, embora profissionais contratados pelo consórcio recebam normalmente, empresas terceirizadas não têm repassado os valores devidos, comprometendo manutenção de maquinário e pagamento de salários. Um empresário estimou quase 1 milhão de reais a receber por uma máquina de grande porte.
Segundo relatos, promessas de pagamento não se materializam, levando à paralisação até a regularização. Demissões já ocorreram entre as terceirizadas e há risco de novas reduções de quadro se os pagamentos não ocorrerem.
Notificação oficial
A Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal informou ter notificando o consórcio responsável pela Epig para regularizar a situação e retomar imediatamente os serviços. A pasta ressaltou que a responsabilidade pelos pagamentos é exclusiva das empresas do consórcio, e que os trabalhadores diretos do consórcio recebem normalmente.
A secretaria destacou que apenas os serviços ligados ao aluguel de equipamentos pesados ficaram temporariamente interrompidos, enquanto demais frentes de obra seguem em andamento. O consórcio afirmou buscar recursos para quitar os débitos com fornecedores terceirizados o quanto antes.
A Marquise Engenharia informou ao Correio que as obras da Epig seguem em curso e que não há paralisação de seus colaboradores, com salários em dia. A Comsa S/A não se manifestou até o fechamento desta edição.
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