O Ministério do Comércio da China (MOFCOM) informou neste domingo, 10, que as importações de carne bovina do Brasil atingiram, no sábado, 9, 50% da cota anual de 2026. O dado vem do Departamento de Remédios Comerciais, comunicado n.º 32/2026.
A cota total para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas, volume que ficou 35% abaixo das 1,7 milhão de toneladas exportadas pelo Brasil em 2025. A alta procura pelo produto brasileiro acelera o escoamento.
A China adverte que, ao atingir 100% da cota, será aplicada uma sobretaxa de 55% sobre a tarifa vigente, com início no terceiro dia após o esgotamento. Esse cenário eleva custos e pode inviabilizar o volume exportado.
Caso a cota seja ultrapassada, exportadores enfrentariam 55% de sobretaxa mais 12% de imposto de importação e 9% de IVA, conforme o regime tributário chinês. Analistas apontam impacto relevante no fluxo de carne argentina para o Brasil.
Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o setor já operava em alerta, com projeções de que o teto seria atingido no primeiro semestre. A situação coloca expectativa sobre o ajuste de preços e da oferta no curto prazo.
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