O Brasil atingiu 50% da cota de carne bovina imposta pela China neste ano, segundo anúncio do Ministério do Comércio chinês. A declaração ocorreu no sábado, 9 de março, e aponta para prazo de vigência de três anos. A medida faz parte de salvaguardas comerciais.
Membros do setor privado divergem: consideram que a área útil pode ser superior, já que cargas em trânsito não foram computadas pelos números oficiais. Com isso, o país pode alcançar o teto antes de agosto, se os embarques em trânsito forem incluídos.
Emenda à regra e impactos imediatos
A China instituiu, no fim de 2025, uma taxa de 55% para Estados que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. A medida permanece em vigor desde janeiro e tem como objetivo proteger o mercado interno chinês. O Brasil é o principal fornecedor.
A projeção para 2026 indica queda de exportações brasileiras próxima de 10% devido às salvaguardas chinesas. Em 2025, a China respondeu por 48% do volume exportado, com 1,68 milhão de toneladas, gerando US$ 8,9 bilhões.
Redirecionamento de mercados e cenários
O governo brasileiro trabalha para descolar parte das vendas da China, incluindo a redistribuição de cotas remanescentes para outros países, proposta que foi negada pela China. O objetivo é atenuar perdas sem depender exclusivamente de um único destino.
A busca por novos compradores também mira os Estados Unidos, que enfrentam alta demanda interna e redução do rebanho. Contudo, a Abiec afirma que nenhum mercado consegue suprir plenamente o espaço deixado pela China.
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