A abertura da Brazil Week em Nova York reuniu 90 empresários de diversos setores para debater o cenário fiscal e de juros. O evento, promovido pelo Estadão, ocorreu no Baretto NYC durante a semana dedicada ao Brasil. O foco foi o custo do dinheiro e seu impacto nos negócios.
Os participantes destacaram que juros altos dificultam balanços e inviabilizam projetos. Eduardo Peres, CEO da Multiplan, e outros gestores presentes explicaram que o custo de capital está pressional e reduz o planejamento de longo prazo.
Benjamin Steinbruch, CEO da CSN, afirmou que fatores nacionais e internacionais afetam a economia. Ele citou a guerra no Oriente Médio e apontou juros reais elevados como entrave à recuperação econômica, cobrando ações estruturais.
Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do conselho do Bradesco, ressaltou a necessidade de alinhamento entre política fiscal e monetária. Segundo ele, taxa real de 10% é insustentável para empresas, famílias e Tesouro Nacional.
Ricardo Gontijo, CEO da Direcional Engenharia, destacou o desafio da mão de obra. Ele disse que o capital caro inviabiliza investimentos de longo prazo no país.
Política fiscal
Marco Bologna, da Galapagos Capital, defendeu política fiscal equilibrada como condicionante para redução de juros. Sem esse avanço, ele vê a trajetória de juros em dois dígitos como provável.
Rodrigo Luna, CEO da Plano&Plano, enfatizou a importância de um ano eleitoral com responsabilidade econômica. Ele pediu debate público para evitar medidas puramente eleitoreiras que agravam o problema.
Bruno Boetger, do Bradesco, disse que o juro real alto afeta balanços diariamente. Ele apontou que o ciclo de queda pode desacelerar devido a tensões como a guerra no Irã.
Para superar os entraves, os participantes defenderam acelerar reformas fiscais. A visão é de que um ajuste fiscal sólido favorece a redução de juros e o crescimento do investimento privado.
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