A embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, disse que a reunião entre o presidente Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, foi positiva e abriu espaço para negociações comerciais. O encontro ocorreu no contexto de tensão com tarifas anteriores.
Viotti afirmou que as tarifas impostas no ano passado foram vistas pelo governo brasileiro como injustificadas e contribuíram para a queda das exportações. Ela destacou impactos também nas cadeias de suprimentos já consolidadas entre os dois países.
A diplomata lembrou que, embora a Corte Suprema dos EUA tenha derrubado parcialmente as tarifas por meio de uma decisão sobre a aplicação da IEEPA, ainda pairam incertezas ligadas a uma investigação em curso baseada na Seção 301. Esse mecanismo apura práticas comerciais consideradas desleais.
Segundo Viotti, o governo brasileiro trabalha para evitar novas barreiras e manter o crescimento do comércio e dos investimentos em meses recentes. A visita de Lula ao país norte-americano foi apontada como um passo para fortalecer o diálogo comercial.
Ela destacou que o acordo de cooperação aponta para um período de cerca de 30 dias em que Brasil e EUA devem intensificar atividades conjuntas para estimular o comércio. A embaixadora reforçou o compromisso de evitar novas tarifas sobre exportações brasileiras.
O contexto político envolve uma agenda brasileira vinculada a ações sobre políticas setoriais, incluindo questões como mecanismos de pagamento e setores sensíveis. A discussão ocorre em meio a uma investigação norte-americana sobre procedimentos de mercado.
Analistas, como o ex-embaixador Thomas Shannon, ressaltaram a importância da presença brasileira nos EUA e a necessidade de melhorar a comunicação entre os dois países. A visão é de que o Brasil tem impacto cotidiano na vida norte-americana, ainda que essa presença não seja amplamente reconhecida.
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