O governo dos Estados Unidos deve anunciar medidas para ampliar a oferta de carne bovina e reduzir a inflação de alimentos. A ação, conduzida pela Casa Branca, deve ser implementada já a partir desta segunda-feira (11). A motivação é facilitar a entrada de cortes e carne moída no país.
A principal medida é a suspensão temporária da cota tarifária anual sobre importações de carne bovina, o que reduzirá as tarifas aplicadas após o atingimento de um determinado volume. Com isso, exportadores poderão vender mais carne aos EUA com custo menor.
Analista de mercado da Terra Investimentos, Geraldo Isoldi, afirma que a flexibilização já era esperada desde o ano passado. Segundo ele, a oferta restrita no país sustenta a alta de preços da proteína, tornando a redução de tarifas bem-vinda para aumentar o abastecimento.
Relatórios também indicam planos para ajudar pecuaristas americanos. A administração deve ampliar linhas de crédito e facilitar o acesso a financiamentos, além de reduzir exigências regulatórias para o setor. Entre as mudanças discutidas estão flexibilizações para identificação eletrônica do gado.
Outras medidas em discussão envolvem revisar regras ambientais ligadas à proteção de lobos, tema que costuma gerar resistência entre produtores. A avaliação é que o aumento das importações trará oferta imediata de carne, enquanto a diminuição de custos e burocracias estimulará a atividade doméstica no longo prazo.
Os preços da carne bovina seguem entre os principais vetores da inflação nos EUA. Mesmo com desaceleração de ovos e leite, a carne continua em alta, com a carne moída registrando alta expressiva nos últimos cinco anos. O menor rebanho de 75 anos, segundo o USDA, contribui para o cenário.
Além das ações sobre carne, o The Wall Street Journal afirma que a administração também flexibilizou tarifas sobre alimentos, madeira e móveis, e revisou medidas relativas a aço e alumínio.
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