O Governo de São Paulo aplicou uma multa de R$ 1,04 bilhão à rede varejista Fast Shop por irregularidades no ICMS, baseadas na Lei Anticorrupção. A punição aponta crimes de fraude, pagamento de propina e interferência em investigações, segundo a Controladoria-Geral do Estado (CGE).
A fiscalização identificou que a empresa, operada por um ex-auditor fiscal, acessou sistemas estaduais de forma irregular para gerar créditos de ICMS equivalentes a R$ 1,04 bilhão. O esquema envolveu o uso do certificado digital da Fast Shop para facilitar processos e blindar a companhia de fiscalizações.
A pena levou em conta a gravidade dos fatos, o dano aos cofres públicos e a capacidade econômica da empresa, representando um marco na atuação anticorrupção paulista, segundo o controlador-geral Rodrigo Fontenelle. A medida integra a Operação Ícaro, que investiga fraudes tributárias e já resultou na demissão de cinco auditores.
A atuação busca recuperar recursos públicos e tem como referência a recomposição de despesas públicas. Segundo autoridades, os valores recuperados podem financiar a construção de seis hospitais regionais ou 300 creches. AFast Shop não respondeu ao contato neste momento.
Afast Shop não respondeu ao contato encaminhado pela reportagem; a nota da empresa será incluída assim que chegar. A CGE e a Secretaria da Fazenda afirmam que seguem monitorando o caso e outras apurações da Operação Ícaro.
Entre na conversa da comunidade