A inflação na China manteve a trajetória de alta em abril, influenciada pela guerra no Oriente Médio e por estímulos ao consumo interno. O CPI registrou alta de 0,3% frente abril, após recuo de 0,7% em março, mantendo a variação anual em 1,2%. O PPI, por sua vez, subiu 1,1% na comparação mensal, acelerando o ganho anual para 2,8%.
O destaque ficou com os preços de energia, que avançaram 5,7% em abril na comparação mensal. Consultorias estimam que apenas esse item contribuiu com 0,39 ponto percentual para o aumento do IPC. A divulgação ocorreu mesmo com sinalizações de consumo aquecido por viagens durante o Festival de Primavera, segundo dados da Xinhua.
Dong Lijuan, estatístico do National Bureau of Statistics (NBS), apontou três motores para o ganho do PPI: preços de petróleo, demanda doméstica mais firme e melhoria de condições de mercado que sustentaram preços em setores-chave. Em abril, o índice de serviços subiu 0,9% na leitura anual, impulsionado por educação e saúde.
Na visão de indicadores adiantados da SIC, o consumo de bens da China avançou 2,7% em abril ante o mesmo mês do ano anterior, com crescimento expressivo de eletrônicos e itens de uso diário. O NBS destacou ainda a elevação de 3,7% no ano a ano de preços de serviços relacionados a viagens.
Entre os setores, mineração e manufatura de metais não ferrosos registraram alta de quase 39% na base anual, enquanto a extração de petróleo e gás subiu 28,6%. Os dados reforçam a leitura de inflação em alta difundida por componentes de energia e serviços, ainda que o cenário externo permaneça volátil.
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