Petrobras divulgará após o fechamento desta segunda-feira (11.05) seus resultados do primeiro trimestre de 2026. A média de analistas aponta lucro líquido em torno de R$ 29 bilhões. O resultado pode ficar abaixo do registrado no mesmo período de 2025, de R$ 35,2 bilhões.
O balanço leva em conta produção em alta e petróleo em patamar mais elevado no mercado externo. Entretanto, a valorização do real ante o dólar pressionou as receitas de exportação. O Brent subiu de US$ 75,73 para US$ 81,13 entre o 1ºT de 2025 e o de 2026, conforme levantamento divulgado pelo jornal O Globo.
Segundo a mesma apuração, a companhia pode distribuir dividendos ordinários de cerca de US$ 2,4 bilhões, equivalentes a R$ 11,8 bilhões na cotação atual. Analista entende que o efeito macro foi positivo, com o preço do petróleo impulsionado pela tensão no estreito de Ormuz.
A prévia mostra produção recorde de 3,225 milhões de barris de óleo equivalente por dia no período, alta de 16,1% frente ao mesmo intervalo de 2025. O crescimento foi puxado pelo pré-sal e por formações profundas. Ao todo, foram ativados 10 novos poços produtores.
As exportações de petróleo subiram 61,2%, para 888 mil barris diários, com a China como destino principal. Índia e outros mercados asiáticos e europeus também absorveram o volume adicional. Vendas externas de óleo combustível registraram alta de 15,4%, para 187 mil bpd.
No mercado interno, as vendas de derivados cresceram 2,9% ante o 1ºT de 2025, com destaques para querosene de aviação, gasolina e diesel. A produção de derivados da Petrobras avançou 6,4% no período.
Agenda de balanços da semana
Nesta semana, a temporada de resultados continua com dezenas de divulgações. Além da Petrobras, companhias como Banco do Brasil, Itaúsa e MRV devem apresentar seus números.
Na terça-feira (12.05), o BTG Pactual também divulgará resultados, completando o conjunto de informações que orienta o mercado sobre o desempenho do setor financeiro e de construção no Brasil.
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