O governo do Peru autorizou a Petroperu a buscar empréstimos no valor de US$ 2 bilhões, garantidos pelo Estado, para assegurar a continuidade das operações da estatal. O decreto de emergência foi publicado na segunda-feira, 11, e autoriza o Ministério de Energia e Minas a gerenciar os recursos para o abastecimento de hidrocarbonetos.
A medida prevê que o ministério assuma passivos contingentes com entidades nacionais ou internacionais ligadas à transação, além dos custos financeiros, cobertos pelo orçamento do ministério. O objetivo é manter o abastecimento de petróleo cru e combustíveis.
Segundo o documento assinado pelo presidente interino José Balcázar, a ação é excepcional e visa evitar interrupções na produção. O governo também autoriza a assumir até US$ 500 milhões em passivos de curto prazo da Petroperu.
Detalhes do financiamento
O primeiro-ministro Luis Arroyo informou que os recursos virão de bancos internacionais e serão canalizados a um fundo fiduciário administrado pela Proinversión, com garantia estatal. O financiamento não impactará a dívida pública do Peru.
Arroyo afirmou ainda que os recursos não sairão do tesouro nem dos impostos dos peruanos. Eles podem ser usados apenas para comprar petróleo bruto e para o abastecimento de combustível, assegurando o funcionamento da estatal.
Contexto financeiro da Petroperu
A Petroperu perdeu o grau de investimento em 2022, diante de uma crise financeira associada à modernização da refinaria de Talara, que custou mais de US$ 6 bilhões e superou estimativas. Nos últimos três anos, a empresa recebeu cerca de US$ 5,3 bilhões em ajuda governamental.
A estatal acumula uma dívida aproximada de US$ 7,9 bilhões, com quase metade no curto prazo. Em 2025, a Petroperu registrou prejuízos de US$ 774 milhões. No início deste mês, a empresa nomeou seu quarto presidente desde dezembro de 2025.
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