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BC proíbe Topázio de negociar criptomoedas e aplica multa de R$ 16 milhões

Banco Topázio fica proibido de operar câmbio com criptomoedas por dois anos e recebe multa de R$ 16,28 milhões, após falhas em operações de US$ 1,7 bilhão

Banco Central do Brasil (Foto: Shutterstock)
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O Copas, órgão sancionador do Banco Central, proibiu o Banco Topázio de realizar operações de câmbio para negociações de criptomoedas no mercado de balcão por dois anos e aplicou multa de R$ 16,28 milhões. A medida envolve irregularidades identificadas entre outubro de 2020 e setembro de 2021.

Segundo o BC, o banco movimentou US$ 1,7 bilhão em operações com 15 pessoas jurídicas sem procedimentos adequados para qualificar os terceiros beneficiários. Também houve falhas na prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLD/FT).

O regulador aponta problemas na avaliação da capacidade financeira dos clientes, nos cadastros e na identificação de operações atípicas que deveria ter comunicado ao Coaf. A autoridade informou que a punição pode servir de precedente para outras instituições.

A ampliação de fiscalização ocorre em um momento de impacto regulatório sobre criptoativos, com normas de 2025 que passaram a enquadrar operações cambiais de ativos digitais e criaram as SPSVAs, categorias para exchanges.

O BC também destacou que o Topázio apresentou grave irregularidade, com potencial de afetar a continuidade de suas atividades no mercado de câmbio. Executivos ligados ao banco receberam sanções, incluindo inabilitação e multas.

Contexto regulatório recente

O BC tem reforçado a supervisão de operações com criptoativos, alinhando regras cambiais e de capitais internacionais. A entidade sinaliza que novas medidas cautelares podem ocorrer antes de processos formais, caso haja indicativos de risco.

Histórico recente do Topázio

O banco já esteve envolvido em controles de operações relacionadas a criptomoedas em investigações recentes. Em 2025, relatos mostraram monitoramento de transações associadas a empresas investigadas pela PF e pela Polícia Federal em operações envolvendo criptoativos.

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