O Ibovespa encerrou abril volátil, ficando próximo de 200 mil pontos após tocar 187 mil. Em maio, o índice acumula perdas de 2,89%. Especialistas dizem que o cenário externo pesa, mas há potencial de recuperação com o retorno do fluxo estrangeiro.
Para o Santander, o ritmo de valorização dependerá da retomada de capitais externos e de estímulos locais. Ricardo Peretti, estrategista da Santander Corretora, aponta que a rotação de emergentes para a Ásia explica parte da baixa recente.
O que acontece, segundo ele, é que teses em microchips e semicondutores fortalecem outros mercados, enquanto os fundamentos do Brasil permanecem. estrangeiros podem voltar, mas o desempenho depende de fatores domésticos.
Setores que devem liderar o ganho são bancos, commodities e distribuidoras de energia elétrica, ainda que as elétricas apresentem valuations altas. Telecomunicações e saúde privada aparecem como apostas do banco para o ano.
No curto prazo, ações sensíveis a juros continuam com viés positivo, como construção civil popular, shoppings e transportes. No entanto, queda de juros abaixo de 12,5% pode reduzir a distância entre blue chips e small caps.
Caso o petróleo se mantenha em patamares elevados, ganhos em commodities sustentam o Ibovespa. Para superar 200 mil pontos, é preciso menos rigidez na política monetária e maior participação de investidores locais.
Se a inflação se manter em 4,5% com viés de alta, o cenário tende a favorecer a atuação de peso pesado na bolsa. A visão externa permanece desafiadora, com a dominância dos estrangeiros, segundo Peretti.
Há ainda sinais positivos na bolsa com a reabertura das janelas de IPOs, indicando maturidade do mercado. O avanço mostra interesse em teses além de serviços financeiros e exportação de commodities.
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