O custo de empréstimos do governo do Reino Unido subiu nesta terça-feira, em meio à incerteza sobre o futuro do primeiro-ministro Sir Keir Starmer. O rendimento efetivo de títulos de 10 anos avançou para 5,13%, próximo dos níveis vistos durante a crise financeira de 2008.
Mercados financeiros ocupados com o cenário, já que o conflito no Irã pode elevar a inflação e levar a novas altas das taxas, enquanto a possibilidade de mudança de liderança e gastos públicos mais frouxos assusta investidores. O 30 anos chegou a 5,80%, o maior desde 1998.
Cerca de 80 deputados do Labour pediram a renúncia de Starmer após maus resultados eleitorais, mas o premiê ordenou ao gabinete para seguir governando. Segundo ele, o Labour tem um processo para desafiar o líder, o qual ainda não foi acionado.
Analistas alertam que, desde o início do conflito no Irã, os custos de empréstimos sobem, com o Reino Unido mantendo taxas elevadas frente a pares de economia semelhante. Investidores observam a possibilidade de substitutos ampliarem gastos públicos.
O ministro da Fazenda, Rachel Reeves, e o premiê reiteraram compromissos com regras de endividamento firmes, buscando tranquilizar os mercados sobre credibilidade de suas políticas. A visão é evitar relaxamento fiscal.
Especialistas da Capital Economics observaram que nova liderança poderia elevar o gasto público e pressionar ainda mais o custo da dívida. Os prováveis substitutos de Starmer, caso haja troca, teriam histórico de maior gastos.
Entre os possíveis candidatos a suceder Starmer, aparecem Andy Burnham, Angela Rayner e Wes Streeting, segundo análises de mercado. Os especialistas destacam o risco de aumento do endividamento sob qualquer mudança de liderança.
O rombo fiscal brasileiro é explicado pela estrutura de receitas e despesas: o governo emite títulos para cobrir o déficit. O retorno prometido aos investidores depende de inflação estável e confiança na condução fiscal.
O mercado cambial reagiu com a queda do pound, que recuou para cerca de US$ 1,35, após o FTSE 100 recuar 0,5%, com as ações de bancos liderando as quedas diante de temores de novo fisco.
Especialistas lembram que a composição de dívida pública depende de inflação e juros vigentes. O financiamento de gastos públicos continuará a depender de condições de crédito e da percepção de estabilidade fiscal.
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