A Dasa voltou a gerar caixa e reverteu o prejuízo do ano anterior no primeiro trimestre, avançando em seu processo de turnaround após simplificar a operação. O CEO Rafael Lucchesi destaca que o time novo funciona bem e houve crescimento orgânico expressivo no top line.
No trimestre, a receita líquida na base pro forma atingiu 2,4 bilhões de reais, com EBITDA de 573 milhões e lucro de 9 milhões. Esses números desconsideram ativos remanescentes na joint venture com a Amil e negócios vendidos, apontando melhora frente ao mesmo período de 2025.
A geração de caixa também avançou: fluxo de caixa livre de 5 milhões de reais, mesmo com sazonalidade típica do primeiro semestre. Segundo Lucchesi, 2026 começa sem efeitos contábeis pesados, com foco em manter crescimento e melhoria de margens.
Desinvestimentos e foco no core
A operação manteve foco no core business, diagnóstico laboratorial, após a venda de Argentina, saúde ocupacional e o Hospital São Domingos. Com isso, a dívida líquida ficou em 5,6 bilhões de reais no fim do primeiro trimestre, com alavancagem abaixo de 3x EBITDA.
Na base atual, a Dasa reduziu ativos e manteve construção de margens. A gestão sinaliza possibilidade de novas decisões de desinvestimento, mantendo o portfólio centrado em serviços laboratoriais e atendimento de maior valor agregado.
Perspectivas para 2026 e próximos passos
A administração espera manter a geração de caixa com menor necessidade de capital de giro nos próximos trimestres. O plano para 2027 inclui acelerar investimentos, especialmente na marca Alta, além de tecnologia e laboratórios centrais.
Ao longo de 2025 e início de 2026, a Dasa fechou cerca de 50 unidades que tinham desempenho abaixo do esperado. A empresa continua monitorando oportunidades que contribuam para o crescimento e eficiência do negócio.
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