A secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do Ministério da Fazenda, Débora Freire, afirmou em evento do Fórum VEJA Brazil Insights Nova York, na terça-feira, 12, que o Brasil está em uma posição robusta para enfrentar os efeitos econômicos da escalada de tensões no Oriente Médio.
Segundo Freire, o Brasil é exportador líquido de petróleo desde 2016, o que ajuda a amortecer parte dos impactos externos provocados pela alta das commodities energéticas.
Ela destacou que o aumento do preço do petróleo tende a beneficiar as exportações e a arrecadação pública, mas reconheceu vulnerabilidade aos derivados importados, com reflexos na inflação e nos combustíveis. A prioridade é reduzir esse impacto sem abrir mão da neutralidade fiscal.
A economista ressaltou ainda que a diversificação da balança comercial aumenta a resiliência diante de turbulências internacionais, lembrando a baixa dependência comercial do Oriente Médio. Freire destacou a matriz energética brasileira, com cerca de 50% de renováveis, superior à média global.
Por fim, alertou que um prolongamento do conflito pode afetar parceiros comerciais importantes e trazer novos desafios para a economia global, ainda sem previsões definitivas sobre impactos específicos ao Brasil.
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