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Guerra leva maior fabricante de salgadinhos do Japão a alterar cor de embalagem

Calbee usará embalagens pretas e brancas em quatorze produtos, incluindo Ebisen e Frugra, para reduzir derivado de petróleo e manter remessas

Cliente escolhe batatas fritas da Calbee em loja no Japão
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A Calbee, maior fabricante de salgadinhos do Japão, anunciará mudanças temporárias nas embalagens para reduzir o uso de derivados de petróleo. A medida afeta 14 produtos, incluindo batatas fritas, Ebisen e Frugra.

A empresa informou que adotará apenas duas cores de tinta, preto e branco, nas embalagens. Os itens com nova impressão chegarão às lojas a partir de 25 de maio, após o anúncio feito nesta terça-feira (12).

A decisão visa enfrentar a oferta instável de matérias-primas causada pela conjuntura internacional, marcada pela guerra entre EUA, Israel e Irã, segundo a Calbee.

Contexto de mercado

A indústria japonesa tem buscado reduzir custos diante do aumento de preços e de escassez de insumos. A tinta de impressão depende de nafta, derivado de petróleo importado, principalmente do Oriente Médio, para cerca de 40% do consumo do país.

As embalagens multicoloridas da Calbee são tradicionalmente reconhecidas, com designs em laranja, amarelo e vermelho. O Ebisen, em especial, traz uma embalagem vermelha com a imagem de um camarão.

O Ebisen é produzido para exportação ao Brasil pela Glicko Alimentos, enquanto o Ebicen, famoso nos anos 80, não guarda relação direta com o produto japonês.

Reação institucional e cenário global

Porta-vozes do governo japonês afirmaram que a refinaria doméstica mantém o uso de nafta estocado e que as importações do Oriente Médio seguem estáveis, apesar do contexto de conflito regional. O Ministério tem acompanhado a situação com empresas do setor.

Ainda segundo fontes oficiais, não houve relatos de interrupção imediata no abastecimento de tinta ou nafta, e o Japão mantém garantias de suprimento. Autoridades citam cooperação entre ministérios para monitorar o mercado.

Cerca de 20% do petróleo mundial foi afetado pelo bloqueio de vias estratégicas desde o início do conflito, elevando a atenção sobre a segurança de cadeias de suprimento.

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