A inflação nos EUA subiu para 3,8% em abril, a maior em três anos, impulsionada pela alta nos combustíveis em meio ao conflito no Irã. O índice de preços ao consumidor (IPC) divulgou alta mensal de 0,6% frente a março.
O repique foi puxado pela gasolina, que avançou 28,4% frente ao ano anterior, e pelo petróleo, pressionando o custo de energia. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, subiu para 2,8%.
O mercado de títulos reagiu de modo contido: os rendimentos recuaram, mas o rendimento de dois anos subiu para 3,97%. O dólar e os futuros de ações sofreram variações modestas, sem mudanças abruptas na perspectiva de juros.
Contexto e impactos
A inflação atual reforça a percepção de que o pico pode estar próximo, mas não garante alívio imediato. Analistas destacam risco de que choques energéticos temporários se tornem mais persistentes se houver volatilidade no preço do petróleo.
A inflação nos EUA segue acima da meta de 2% do Federal Reserve, que monitora pressões de preços. Economistas afirmam que a política monetária pode permanecer com ajustes graduais até a confirmação de queda sustentada da inflação.
Preços de energia e impactos ao consumidor
Os preços da gasolina subiram para cerca de US$ 4,50 por galão, com o diesel próximo de US$ 5,64, segundo a AAA. A escalada ocorre desde o início do conflito no Oriente Médio, alimentando receios de impactos adicionais ao orçamento doméstico.
Parlamentares apresentaram proposta para suspender temporariamente impostos federais sobre combustíveis, buscando reduzir o custo para motoristas. A ideia é discutida em meio a pressões para amenizar o impacto da alta de energia.
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