A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a gestão atual adota uma linha diferente da anterior, que vendia ativos. Em entrevista nesta terça-feira, disse que a empresa deve manter participações em ativos e na Braskem, além de realizar novas aquisições. A declaração sinaliza mudança de estratégia da estatal.
Segundo Chambriard, a Petrobras deixou de lado a Braskem nos últimos anos e busca retomar atuação no setor petroquímico, mantendo a empresa como sócia com 46% das ações com direito a voto. O restante da participação fica sob a administração da Braskem.
A executiva ressaltou que a visita ao México teve foco em dialogar com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, para avaliar parceria com a Pemex na área do Golfo do México, especialmente em águas profundas. Ela destacou intenção de explorar novos mercados, incluindo África e Venezuela.
Mercados e investimentos
Chambriard comentou oportunidades de novas incorporações de reservas de óleo e gás. Uma parceria com a Pemex seria avaliada para futuras possibilidades de exploração na região. Sobre a Venezuela, a estatal busca entender a legislação vigente para atuação no país.
Ela lembrou que as regras de atuação na Venezuela vêm sendo ajustadas e que a empresa está estudando caminhos que sejam benéficos para Petrobras, o Brasil e a região. Em relação ao cenário internacional, a governança evita repassar volatilidade dos preços ao consumidor.
Preço e governança
O diretor financeiro Fernando Melgarejo informou que o alvo de preço de equilíbrio do petróleo para este ano é de US$ 59 por barril. Em perspectiva até 2030, a meta é entre US$ 48 e US$ 50, independentemente de cenários de preço.
Chambriard reiterou que a Petrobras não funciona para repassar nervosismo externo ao consumidor, mantendo a lógica de mercado. Em paralelo, foi mencionada a atuação no Brasil diante da competição entre gasolina e etanol. O conteúdo é proveniente de informações divulgadas pela Bloomberg Línea.
Entre na conversa da comunidade