A Petrobras sinaliza reajuste de gasolina superior a 15% para compensar perdas com a defasagem em relação aos preços internacionais. O barril de petróleo segue em torno de US$ 100, o que pressiona custos da companhia.
Participantes das discussões internas afirmam que o descompasso entre cotação externa e preços praticados no Brasil acumulou cerca de US$ 1 bilhão desde o início do conflito envolvendo o Irã, em função do fechamento do estreito de Hormuz.
A estatal aguardava a tramitação de um projeto que zeraria a cobrança de PIS e Cofins sobre a gasolina para conter as perdas, mas o impasse político no Senado, agravado pela indicação de Jorge Messias ao STF, dificulta o avanço.
Magda Chambriard não integrou a reunião do conselho de administração desta terça-feira (11); ela esteve em Brasília tratando do reajuste com autoridades e membros do governo.
Dados oficiais apontam que o litro da gasolina deveria subir, no mínimo, R$ 1,70 para cobrir a defasagem com os preços internacionais. Há ainda a possibilidade de manter o preço estável, incorporando as perdas.
Estimativas internas indicam que o reajuste integral poderia chegar a 20% se a Petrobras optar por não repassar de imediato todo o impacto. Em outra frente, há a opção de subvenção com recursos do Orçamento.
O governo também analisa recursos para evitar alta no diesel, que já contribuiu para conter pressões inflacionárias e reduzir a sensação de efeitos econômicos em setores como o transporte.
A administração Lula tem interesse em evitar que o aumento da gasolina impacte a inflação e, por consequência, a percepção de apoio à sua gestão entre eleitores, especialmente em meio a dificuldades políticas.
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