Petrobras mantém gasolina abaixo do Preço de Paridade de Importação desde o início da guerra no Oriente Médio. Em março, a defasagem ficou entre 0,60 e 1,20 real por litro, segundo dados da ABICOM. No primeiro trimestre de 2026, a estatal registrou lucro líquido ajustado de 32,6 bilhões de reais, queda de 7,2% frente ao mesmo período de 2025.
A notícia preocupa o mercado, que observa o impacto da política de preços da Petrobras na inflação e no desempenho financeiro. Analistas apontam que a prática reduz a lucratividade da empresa, ao mesmo tempo em que mantém pressão sobre o patamar doméstico de preços.
Em relatório, investidores veem a persistência de controles de preço como fator que pode frear a elevação dos dividendos e manter incertezas sobre a estratégia de longo prazo da estatal. O balanço do 1T2026 mostrou desapontamento com o desempenho e com o valor de dividendos.
Desempenho financeiro e perspectiva de preços
A Petrobras não sinalizou reajustes no mercado interno no curto prazo. A companhia indicou que a alta do petróleo deverá aparecer no segundo trimestre de 2026 nas exportações, o que sustenta a visão de manutenção de defasagem no Brasil por mais tempo. Analistas do Itaú BBA destacaram que a gasolina chega a ficar 41% abaixo do preço internacional, conforme avaliação interna.
O quadro conjunto sugere que o mercado brasileiro deve continuar observando a relação entre preço doméstico, margem da empresa e fluxo de caixa para dividendos. A estatal segue com atenção às dinâmicas do cenário internacional e aos impactos internos da política de preços.
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