Na manhã desta terça, o petróleo segue em alta com o Estreito de Ormuz fechado, pressionando juros globais. No front europeu, a crise política envolvendo o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, amplifica a pressão. O ambiente é de cautela e aversão a riscos.
Em wall street, títulos de longo prazo sobem: o gilt de 10 anos avança 10,3 pb, a 5,107%. O rendimento do título de 30 anos sobe 10,5 pb, para 5,781%. Nos EUA, o yield de 10 anos da Treasuries sobe 2,2 pb para 4,435%, e o de 30 anos fica em 5,004%.
Na NYMEX, o petróleo WTI para junho sobe 3,80%, para US$ 101,80 o barril. O Brent para julho avança 3,54%, para US$ 107,90 o barril, segundo a ICE. Movimentos de alta refletem cautela de bancos centrais e foco em inflação.
No Brasil, atenção ao IPCA de abril e aos núcleos de serviços
O mercado local monitora o IPCA de abril, com expectativa de alta de 0,66%, segundo o consenso do VALOR DATA, mas com variação entre 0,62% e 0,85%. A curva de juros já mostra prêmios elevados por impactos do petróleo e menor espaço para novas flexibilizações.
Além disso, o Ibovespa tem operado sob pressão, com desvalorizações influenciadas pela saída de recursos de ações para techs asiáticas. Ainda assim, a sessão externa favorável pode abrir espaço para recuperação, dependendo dos dados de inflação.
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