A BYD Shark chega ao mercado brasileiro como picape híbrida plug-in que combina força e economia. O veículo, apresentado como uma opção de uso urbano e rural, utiliza motorização híbrida para ampliar autonomia e desempenho, mirando o cenário de frotas e usuários que demandam alta capacidade de carga.
A propulsão é baseada na plataforma DMO, com foco em tração elétrica em velocidades baixas. O motor turbo a combustão atua como gerador ou em conjunto com os motores elétricos, resultando em 430 cv de potência total. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 5,7 segundos, com tração integral eletrônica permanente e distribuição de torque entre as rodas para maior estabilidade.
A BYD Shark também aposta na mobilidade elétrica com uma bateria Blade de alta resistência que permite uso predominantemente elétrico em trajetos urbanos. A autonomia combinada total é de cerca de 840 km, segundo a fabricante, com autonomia elétrica estimada em 100 km (referência NEDC). A capacidade de carga útil é de 835 kg e o reboque chega a 2.500 kg.
Tecnologia e carregamento
Como híbrido plug-in, o modelo aceita recarga em tomadas domésticas e em pontos de carregamento rápido. A eficiência dos sistemas de recarga em corrente contínua reduz perdas energéticas durante o abastecimento. Entre os recursos integrados estão o Vehicle-to-Load para alimentar ferramentas externas e um painel digital de 12,8 polegadas.
A Shark adota suspensão traseira independente e um chassi de alta resistência, com a bateria estruturante integrada ao conjunto, o que aumenta a rigidez torcional em 38% e reforça a segurança em colisões laterais.
Impacto no mercado nacional
A chegada da picape híbrida eleva o patamar de competição com as grandes fabricantes que trabalham apenas com motores a combustão interna. Custos operacionais reduzidos, somados a incentivos fiscais em várias capitais, fortalecem a proposta tanto para frotistas quanto para usuários com alta demanda de rodagem.
Tecnologias de auxílio à condução, como frenagem autônoma e monitoramento de ponto cego, ampliam a segurança e contribuem para uma transição gradual à mobilidade elétrica no agronegócio e em atividades logísticas. O efeito esperado é uma maior produtividade com consumo mais eficiente de energia.
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