O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira que a sequência de choques de oferta na economia global põe em xeque a credibilidade das autoridades monetárias. Ele comparou o trabalho do BC à construção de um barco que precisa ser reforçado em meio a tempestades, mantendo o foco no objetivo final.
Segundo Galípolo, já houve o quarto choque de oferta em menos de seis anos, impulsionado por surpresas climáticas e mudanças nos padrões do tempo. Ele apontou que o debate sobre credibilidade hoje ultrapassa a discussão tradicional sobre expectativas e pesquisas de mercado.
Contexto: credibilidade diante de choques e inflação
O presidente destacou a diferença entre choques de oferta causados por fatores climáticos e efeitos de segunda ordem que exigem vigilância maior. A combinação de economia aquecida e mercado de trabalho apertado complica a leitura dos impactos sobre a inflação.
A partir dessas nuances, o BC precisa distinguir o que é efeito imediato de um choque de oferta do que decorre de processos secundários. A missão é manter o controle da inflação sem perder a percepção pública sobre o mandato da instituição.
Caminho do BC diante do cenário
Galípolo afirmou que o BC não abandona seu objetivo de controlar a inflação, mesmo diante de volatilidade. A instituição busca reforçar sua resposta econômica a cada novo episódio, para navegar com maior segurança em períodos adversos.
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