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Corte de juros é confirmado pelo Banco Central, segundo analistas

Inflação volta a acelerar no Brasil e nos EUA, complicando cortes de juros antes das eleições; serviços e energia mantêm pressão e alimentam incertezas

Sabe aquele corte nos juros? Então…
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O aperto inflacionário voltou a acelerar no Brasil e nos Estados Unidos, sinalizando um tema-chave para as eleições de outubro nos dois países. Dados divulgados mostram impactos da guerra no Oriente Médio sobre combustíveis e energia, além de pressões em serviços e alimentos.

No Brasil, o IPCA de abril ficou em 0,67%, elevando o acumulado em 12 meses para 4,39%. O avanço continua pelo segundo mês seguido, aproximando-se da meta de 4,5%. O destaque ficou com alimentos, bebidas e medicamentos.

Segundo a Goldman Sachs, as pressões no setor de serviços permanecem intensas e disseminadas, ainda que haja variação entre grupos. A inflação de serviços mantém-se próxima de 6% ao ano.

Para o Banco Central, o cenário complica o ciclo de cortes da Selic. Economistas descrevem deterioração das expectativas de inflação, hiato positivo do produto e ajuste fiscal próximo das eleições como fatores de cautela.

Alexandre Maluf, da XP, aponta que os serviços não mostram alívio e cita estímulos fiscais recentes como viés de alta. A XP projeta 6% de inflação de serviços em 2026 e revisa o IPCA para 2026 em 5,3% e 2027 em 4%.

O Bank of America também vê um ciclo de cortes mais longo, mantendo a pressão por petróleo estável antes de reduzir novamente. A instituição projeta Selic a 13,25% no fim de 2026, com cortes gradativos.

Nos Estados Unidos, a inflação em 12 meses chegou a 3,8% em abril, maior desde maio de 2023. O núcleo da inflação subiu para 2,8%, com impactos em gasolina e outros itens ligados à guerra.

O mercado de juros precifica menos alívio do Fed, com a curva de contratos indicando pouca chance de queda até 2027. A maioria dos analistas sinaliza juros estáveis até a próxima reunião, em 16 e 17 de junho.

Em abril, os salários não acompanharam a alta do custo de vida, com queda real de 0,3%. A deterioração impacta a confiança do consumidor e pode influenciar o cenário eleitoral nos EUA.

A próxima reunião do Fed ocorre em meio à transição de comando, com Kevin Warsh assumindo espaço de decisão. As decisões influenciam as perspectivas de política monetária global e o apetite a investimentos.

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