O Ministério de Minas e Energia adiou a decisão sobre a metodologia de cálculo de preços no mercado de curto prazo de energia. A pauta era alvo de reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne técnicos do setor sob a liderança do ministério. Há expectativa de definição nas próximas semanas.
Representantes de associações e empresas do setor defendem revisão da metodologia, argumentando que os preços atuais elevam o custo da energia. Grupos de geração e analistas, porém, afirmam que o custo reflete a operação do sistema e mudanças podem reduzir investimentos.
Para o CMSE, os valores em discussão influenciam a valoração da energia não negociada pelos geradores no mercado de curto prazo. Empresas com alto volume de energia descontratada reduzem ou elevam ganhos conforme o desfecho.
AXIA Energia e Copel aparecem entre as mais impactadas pela eventual alteração, com críticas à possibilidade de mudar parâmetros de cálculo. Uma mudança poderia afetar o valuation de companhias, segundo gestores.
A AXIA já se afastou da Abraceel, entidade que defende alterações no modelo de precificação, em meio ao debate. Outras tradings e geradores também pressionam pela manutenção do modelo atual.
Entre as posições, Engie, EDP, CPFL, Copel, BP Comercializadora e associações de termelétricas defendem a continuidade da metodologia vigente. Neoenergia, Cemig e fluxos de geração renovável defendem mudanças.
Entre na conversa da comunidade