A Petrobras divulgou, nesta segunda-feira (11), os resultados do 1T26. O lucro líquido ficou em R$ 32,7 bilhões, equivalente a US$ 6,2 bilhões, alinhado às projeções de mercado. A estatal também anunciou JCP totalizando R$ 9,03 bilhões, com corte de 1º de julho de 2026.
A receita líquida consolidada somou R$ 123,7 bilhões no trimestre, queda de 2,9% frente ao 4T25, mas aumento de 0,4% ante o 1T25. Analistas destacam a geração de caixa e a previsível melhoria de margens com o avanço da produção.
EBITDA fica abaixo das expectativas
O EBITDA ajustado ficou em US$ 11,7 bilhões, 7,1% abaixo das estimativas da XP e 8,9% abaixo do consenso. Ainda assim, houve avanço de 7,3% frente ao 4T25. O mercado apontou uma defasagem entre produção crescente e reconhecimento de receitas de exportação.
Segundo analistas da Genial Investimentos, o atraso decorre do timing contábil: ganhos com o petróleo ainda não foram plenamente capturados nos números do trimestre, especialmente em contratos com a Ásia.
Refino bate recorde e produção avança no pré-sal
Operacionalmente, o FUT ficou em 95% no 1T26, com pico de 97,4% em março, o maior desde dez/2014. A produção de derivados atingiu 1,81 milhão de bpd, alta de 6,7% frente ao 4T25, com 68% de itens de maior valor agregado.
Em março, a Petrobras registrou recorde mensal de Diesel S-10 no refino, com 512 mil bpd. O período também gerou R$ 72,4 bilhões em tributos, royalties e participações governamentais.
O que esperar do 2T26?
Analistas da XP e da Genial projetam resultados mais fortes no 2T26, com recuperação da realização de exportações diante do Brent acima de US$ 100 o barril, reajustes de derivados e o benefício do subsídio de diesel do governo.
Apesar da frustração inicial, os números do 1T26 não devem alterar significativamente as projeções anuais da companhia.
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