O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pediu nesta quarta-feira (13 mai 2026) que distribuidoras de combustíveis e postos acelerem o repasse das medidas do governo para reduzir o preço da gasolina ao consumidor. A declaração ocorreu durante o anúncio de uma nova subvenção a combustíveis.
Segundo Silveira, empresas como Vibra, Raízen e Ipiranga devem contribuir com o país em virtude da alta internacional do petróleo. Ele chamou o setor privado a participar para manter a curva de crescimento econômico.
O ministro afirmou que, em meio a um cenário de guerra, é preciso espírito cívico e participação do setor privado para que as ações governamentais cheguem ao consumidor final. Ele destacou a necessidade de rigor no uso dos instrumentos públicos.
Silveira ressaltou a dedicação do governo em salvaguardar a economia, proteger a população e gerar resultados que mantenham empregos e inclusão social. A fala enfatiza o esforço conjunto entre Estado e setor privado.
Subvenção anunciada
As medidas incluem subsídios para gasolina e diesel, com custo estimado em cerca de R$ 2,9 bilhões por mês aos contribuintes, abrangendo o Orçamento Geral da União. O peso financeiro varia conforme o combustível.
Para a gasolina, o governo trabalha com subsídio entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro, com impacto fiscal mensal entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão. O teto do benefício pode chegar a R$ 0,89 por litro, atingindo tributos federais atuais.
No diesel, a proposta é substituir a desoneração de PIS/Cofins, hoje de R$ 0,35 por litro, por uma subvenção a partir de junho. O custo mensal fica em torno de R$ 1,7 bilhão. O diesel importado já recebe subsídio de até R$ 1,52 por litro, enquanto o nacional tem benefício de R$ 1,12 por litro.
Bruno Moretti, ministro do Planejamento, informou que cada R$ 0,10 de subsídio na gasolina representa cerca de R$ 272 milhões mensais. No diesel, o impacto é de aproximadamente R$ 492 milhões por cada R$ 0,10 subvencionado.
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