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Aumentar a mistura de diesel é questão de soberania, diz vice da Potencial

Executivos defendem aumento da mistura de biodiesel para B16, fortalecendo soberania energética e reduzindo dependência externa, com avaliação técnica em curso

O vice-presidente Comercial, Relações Institucionais e Novos Investimentos do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt (na imagem), deu entrevista ao Poder360 durante o 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, em São Paulo
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O vice-presidente Comercial, Relações Institucionais e Novos Investimentos do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, afirmou que elevar o teor obrigatório de biodiesel no diesel é uma questão de soberania energética para o Brasil. A avaliação foi feita em entrevista ao Poder360 durante o 3º Fórum Biodiesel e Bioquerosene, em São Paulo.

Hammerschmidt destacou preocupação com o cenário de pós-guerra entre EUA, Israel e Irã e afirmou que o Brasil não pode depender de importações para o abastecimento de combustível. Segundo ele, a reconstrução de refinarias e logísticos pode elevar o preço do petróleo, tornando necessária a ampliação da mistura de biodiesel.

Sustentação da matriz energética brasileira

O executivo integra um movimento de líderes do setor que cobra do governo o avanço da mistura de biodiesel de 15% para 16% (B16). O objetivo é melhorar a competitividade da produção nacional, reduzir preços e diminuir a dependência externa diante da volatilidade do petróleo.

Capacidade e investimentos do Grupo Potencial

O Grupo Potencial administra um dos maiores complexos de biodiesel do país, com capacidade de 900 milhões de litros ao ano. A empresa anunciou, em março, investimentos de 6 bilhões de reais até 2030, incluindo expansão da esmagadora de soja e crescimento da produção de etanol de milho.

A usina de biodiesel fica em Lapa, no Paraná. A ampliação do esmagamento de soja ocorrerá em duas etapas, elevando a produção de 3.500 para 7.000 toneladas diárias, o que deve aumentar a autonomia no fornecimento de óleo para biodiesel e melhorar a integração da cadeia produtiva.

Panorama regulatório e prazos

A elevação da mistura está prevista na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024. A norma estabelece que o aumento seja gradual, conforme viabilidade técnica. O cronograma apontava o B16 para março, mas houve adiamento até o momento.

Os testes para comprovar a viabilidade técnica do B16 devem começar ainda em maio e terão duração mínima de seis meses. O governo deve divulgar a mudança até o fim do ano, conforme expectativa do setor.

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