O Banco do Brasil informou queda expressiva no lucro líquido do primeiro trimestre de 2026, ante igual período de 2025. O lucro ajustado foi de 3,4 bilhões de reais, uma queda de 53,5%. A variação é atribuída à continuidade do aumento da inadimplência na carteira de crédito, que elevou as provisões usadas para cobrir calotes.
Segundo o vice-presidente de finanças, Marco Geovanne Tobias, a elevação da inadimplência veio acompanhada pela pressão de custos e pela piora no cenário para o agronegócio, segmento com peso relevante na carteira do banco. As margens sofreram recuo, impactando a rentabilidade.
A divulgação ocorreu durante teleconferência com analistas na manhã desta quinta-feira, 14, referente aos resultados do trimestre. O banco detalhou que a inadimplência subiu de 3,63% no 1º tri de 2025 para 5,05% no 1º tri de 2026, um aumento de 1,42 ponto percentual em 12 meses.
Desempenho de Provisões e Impacto do Agronegócio
A Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) subiu 85,8%, chegando a 18,9 bilhões de reais no período. Grande parte desse acréscimo está ligada ao agronegócio, que segue enfrentando dificuldades e registre pedidos de recuperação judicial em alta. Em abril, houve nova aceleração dessas dificuldades.
O banco atribuiu parte do cenário adverso aos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã, que elevou os custos de insumos para o setor rural. A expectativa é de melhora gradual da inadimplência conforme novos contratos de crédito exigem garantias adicionais, disse o CFO.
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