O dólar abriu em baixa nesta quinta-feira, cotado a R$ 4,99, após fechar acima de R$ 5,00 na sessão anterior, pela primeira vez desde 29 de abril. O mercado brasileiro de câmbio segue atento ao cenário eleitoral, que impactou o humor financeiro ontem.
A moeda operava estável durante parte da tarde, mas houve movimento de alta na véspera devido a informações sobre possível repasse de recursos para produção de filme envolvendo figuras políticas. O dólar chegou a superar R$ 5,00, registrando alta de cerca de 2,3%.
A bolsa brasileira também recuou, com o Ibovespa caindo 1,6% ao fim do dia, após a divulgação da reportagem que apontou ligações entre Flávio Bolsonaro e o empresário Vorcaro. O índice encerrou no menor patamar desde 20 de março.
No exterior, o petróleo Brent ficou em queda, com contrato de julho negociado a US$ 104,65 por barril, baixa de 0,9% na comparação com o dia anterior. A sessão de commodities acompanhou o tom mais reservado dos mercados.
Entre fatores globais, houve confirmação no Senado dos EUA de Kevin Warsh para ocupar a presidência do Fed, em mandato de quatro anos. A nomeação ocorre em meio a perspectivas de novos ajustes na política monetária diante de inflação elevada.
No Brasil, o comportamento do câmbio segue pressionado por sinais de volatilidade política. Analistas destacam que o ambiente eleitoral continua sendo determinante para movimentos de risco e para o ritmo da recuperação econômica nacional.
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