A Ford passou a ser a mais recente empresa da velha economia a receber a estocada da euforia pela IA, após anunciar investimento no armazenamento de energia para data centers. As ações subiram até 10% em Nova York, elevando o ganho em dois dias para 25%, maior movimento intradia desde março de 2020.
A aposta envolve a conversão de uma fábrica no Kentucky, que antes produzia baterias para veículos elétricos, para fabricar células de energia de grande porte para armazenamento. A empresa investe US$ 2 bilhões no projeto, ampliando o portfólio fora do automotivo tradicional.
Ford afirma que já observa forte demanda por baterias de armazenamento para redes elétricas e que essas baterias devem entrar em produção no fim do próximo ano. Executivos destacam potencial de alto crescimento, margens fortes e diversificação de receitas.
Analistas veem o movimento como parte de um rali temático, ainda que haja cautela sobre sustentabilidade. Morgan Stanley projeta avaliação até US$ 10 bilhões para a Ford Energy, com negociações já em andamento com grandes clientes de nuvem.
Especialistas lembram que a reação de mercado pode ser especulativa e de curto prazo. A comparação com ações de Caterpillar e Vertiv ilustra o ganho de interesse por infraestruturas ligadas à IA, apesar de Tesla continuar como referência no setor.
Enquanto a Ford se expande, as montadoras GM e Stellantis tiveram altas menores nas últimas sessões, sinalizando que nem todos os players se beneficiaram no mesmo ritmo da demanda por IA e por data centers. As empresas tradicionais seguem sob observação de investidores.
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