O aumento da volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) está pressionando comercializadoras de energia no Brasil. O tema ganha relevância à medida que o SIN passa a depender mais de fontes intermitentes e menos de hidrelétricas com grande capacidade de ajuste.
Essa volatilização ocorre com o aumento da participação de energia renovável intermitente, sobretudo solar e eólica. Momentos de oferta elevada reduzem o PLD; períodos de queda na oferta elevam o preço, impactando contratos das comercializadoras.
Além disso, a falta de estímulos à implantação de armazenamento de energia reforça a volatilidade. Sem baterias amplas ou mecanismos compensatórios, a oferta fica menos flexível para horários de pico ou demanda elevada.
Contexto do mercado
Os modelos de cálculo do PLD são contestados por alguns agentes como ineficientes. Embora não haja consenso, a volatilidade tornou-se uma característica estrutural do sistema, segundo especialistas.
Essa realidade impõe maior necessidade de gestão de risco e balanços sólidos nas comercializadoras. As empresas precisam adaptar estratégias de compra e venda para reduzir exposição a flutuações diárias.
Implicações para as operadoras
Analistas apontam que o cenário exige práticas mais rigorosas de planejamento financeiro e de contrato. O aumento da volatilidade eleva o custo de aquisição de energia e de financiamento de operações.
Especialistas ressaltam que mudanças regulatórias e incentivos a armazenamento poderiam mitigar impactos. Contudo, até o momento, as medidas nesse sentido caminham lentamente no país.
Entre na conversa da comunidade