A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de 3,5 bilhões de reais no primeiro trimestre, atualizado pela divulgação do balanço nesta quinta-feira, 14. O resultado caiu 34,4% em relação ao mesmo período de 2025, influenciado por maior provisionamento contra calotes.
A provisão para perdas com crédito atingiu 6,5 bilhões de reais, alta de 225% ante o início de 2025. O percentual de inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,71%, frente a 2,49% no trimestre anterior.
A Caixa explica que o salto das provisões decorre de mudança regulatória, que desde 2025 exige a reserva da perda esperada em crédito, em vez da perda incorrida. Segundo o banco, isso não representa evolução do risco de crédito ou da carteira.
A margem financeira do período somou 18,3 bilhões de reais, aumento de 11,8% ante igual intervalo de 2025 e 4,2% ante o trimestre anterior, puxado pela maior receita com operações de crédito.
A carteira de crédito total alcançou 1,4 trilhão de reais, alta de 11,3% em 12 meses e 2,3% frente a dezembro. O crédito imobiliário somou 966,2 bilhões, com alta anual de 13,9%.
Entre pessoas físicas, a carteira totalizou 154,9 bilhões, crescendo 10,4% em 12 meses, com destaque para o consignado, em 114,2 bilhões (73,7% da carteira PF). Em crédito a pessoas jurídicas, os empréstimos atingiram 114,3 bilhões, alta de 8,8%.
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