Renfe reteve pagamentos no primeiro trimestre por atrasos na entrega de trens Talgo, num valor de 22 milhões de euros. A medida envolve o operador privado espanhol e o grupo vasco, conforme balanço divulgado.
Talgo classifica a situação como complexa e afirma estar em desacordo com as sanções. A direção diz buscar uma solução para proteger os interesses da empresa e de seus acionistas, mantendo a relação com um de seus principais clientes.
A empresa continua otimista quanto a fechar um acordo com Renfe ainda neste ano, com contatos em andamento para reorientar a situação. Os próximos passos incluem renegociação de penalidades e esclarecimentos contratuais.
Carteira de pedidos e estratégia de crescimento
Ao 31 de março, Talgo divulgou carteira de pedidos recorde de 5,668 bilhões de euros, sem contar um contrato de 756 milhões firmado na Suécia. A empresa aposta em contratos com cláusulas indexadas para mitigar riscos de inflação.
A estratégia do grupo de Vitoria envolve ampliar a produção, melhorar eficiência e ampliar atividades de manutenção. Talgo busca também fortalecer a geração de caixa ao longo de todo o ciclo de fornecimento.
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