A Samsung Electronics e o sindicato que representa os trabalhadores na Coreia do Sul não chegaram a um acordo sobre o bônus de desempenho. A greve, caso não haja avanço nas negociações, pode começar no dia 21 de maio e envolve mais de 50 mil funcionários da empresa no país. A tentativa de conciliação durou 17 horas, mas não houve consenso sobre o cálculo do bônus.
A principal discordância envolve o teto de remuneração, estabelecido em 50% do salário-base anual. Os trabalhadores querem ampliar o repasse para 15% do lucro operacional anual e ampliar a transparência nos cálculos. A Samsung, por sua vez, mantém o formato atual, segundo o representante sindical Choi Seung-ho.
A paralisação pode afetar a produção de chips da empresa na Coreia do Sul, com impactos potenciais na cadeia global. A Samsung afirma que ainda espera resolver o impasse por meio de um diálogo sincero. A estimativa de perdas para a economia sul-coreana, caso haja greve de 18 dias, chega a até 43 trilhões de wons (cerca de R$ 172 bilhões).
Possibilidade de mediação do governo
O governo da Coreia do Sul pode acionar o poder de mediação de emergência, previsto em lei, para suspender greves com riscos significativos à economia. A medida congela paralisações por até 30 dias, com a mediação conduzida pela Comissão Nacional de Relações Trabalhistas. Em casos anteriores, esse mecanismo ajudou a evitar crises industriais.
Caso haja nova rodada de negociações, o representante sindical afirmou que novas propostas podem ser avaliadas, desde que apresentem condições adequadas. A Samsung ainda não indicou datas para retomar as negociações, e as conversas seguem sem confirmação de agenda pública.
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