O conjunto Agenda 2027 apresenta o primeiro de dez artigos com propostas para 2027, centrado no combate aos privilégios e na contenção de gastos públicos. O texto afirma que não haverá ajuste fiscal sem impacto no gasto social.
Segundo o material, o déficit público brasileiro supera 8% do PIB, tornando inviável reduzir despesas sem sacrificar áreas sensíveis. O debate aponta para reformas que afetem, sobretudo, o chamado “andar de cima”.
Entre os privilégios destacados constam supersalários, penduricalhos, remunerações iniciais elevadas, retroativos astronômicos por decisões judiciais e regimes de trabalho com férias extensas e aposentadoria precoce.
Um governador consultado no texto ressalta que não se pode vencer todas as batalhas ao mesmo tempo e que é preciso priorizar as propostas, escolhendo as lutas com maior impacto político.
No Congresso, o texto aborda a lógica de vetos cruzados, onde alianças entre partidos moldam a viabilidade de cada proposta, dificultando a aprovação de qualquer conjunto amplo de medidas.
Propostas-chave
- Revisão das regras de aposentadoria dos militares, ainda sem avançar no Congresso.
- Limitação de supersalários e regras para evitar pagamentos excessivos.
- Redução de pagamentos de retroativos, com regras mais rígidas.
- Definição clara de verba indenizatória para reduzir valores pagos.
- Promover o pleno pagamento de Imposto de Renda por quem utiliza mecanismos de elisão.
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