O Brasil avança na armazenagem de energia renovável por meio de acoplamento de baterias a parques eólicos e de energia solar. A medida, prevista para ganhar força a partir de 2026, reduz a dependência de fontes fósseis, mantendo o fornecimento mesmo com variações de vento e radiação solar.
Dados indicam que o custo da energia com armazenamento caiu cerca de 75% entre 2018 e 2025, segundo a Irena e a BloombergNEF. Projeções indicam queda adicional de aproximadamente 25% até 2035, com potencial de fornecimento contínuo a custos menores que carvão, óleo e gás.
A Bahia é citada em estudos como exemplo de região com alto potencial eólico e solar. O custo da energia eólica onshore com baterias deve ficar entre US$ 49 e US$ 75 por MWh até 2030, ante US$ 84-88 hoje. A solar com baterias pode chegar a US$ 44 por MWh no mesmo período.
Leilão de baterias em 2026
O Ministério de Minas e Energia prevê o primeiro leilão de sistemas com baterias para armazenar eletricidade excedente em 2026. Principais fornecedoras dos dispositivos incluem Tesla, BYD, CATL, Huawei e Weg, entre outras.
Parcerias entre usinas eólicas e solares com baterias visam reduzir a necessidade de rampas de ajuste da rede, ajudando a manter a estabilidade com maior participação de renováveis. O acompanhamento regulatório volta-se para garantir tarifa competitiva e segurança energética.
No âmbito doméstico, existe a opção de sistemas fotovoltaicos com baterias para residências, com modalidades off-grid e híbrida. Em 2024, o custo estimado de baterias para consumo residencial ficou próximo de R$ 3,5 mil por kWh, segundo especialistas.
A presidente do conselho da Absolar, Bárbara Rubim, afirma que a adoção de baterias em residências depende da tarifa e do perfil de consumo. Com a redução de custos, a viabilidade deve aumentar, ampliando seu uso conforme a demanda e a economia de escala.
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