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Banco Central perde credibilidade, aponta análise recente

Críticas sobre credibilidade do Banco Central crescem após corte menor que o esperado e sinais de incerteza, elevando cautela de investidores

Decisão técnica do Banco Central que liquidou o Master é alvo de pressão em Brasília.
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O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual no último mês, para 15,5% ao ano. O comitê justificou a decisão pela incerteza gerada pelo conflito geopolítico no Irã, destacando cautela diante do cenário externo.

Nas últimas comunicações, a palavra incerteza aparece com força, repetida quatro vezes em textos recentes, o que chamou atenção do mercado. Analistas questionam a visão de longo prazo do banco diante de dados atuais.

Entre as perguntas que circulam está o motivo de não haver cortes maiores, mesmo com inflação prevista próxima da meta para 2027 e com inflação de Focus projetada em torno de 4% para 2026-2027. Há ainda dúvidas sobre a atuação no caso Banco Master e o papel do CMN.

Outra linha de questionamento envolve por que o Copom não iniciou cortes ainda em 2024, quando projeções para 2026 e 2027 apontavam distorções, além de críticas ao nível de metas inflacionárias traçadas pelo CMN diante de política fiscal expansionista.

Especialistas ressaltam que a credibilidade do BC é crucial para a confiança na moeda. No curto prazo, recomenda-se cautela na alocação de recursos e maior diversificação de portfólio, inclusive internacional, diante do cenário de incerteza.

No mercado imobiliário, investidores devem ficar atentos a contratos de longo prazo indexados a indicadores do IBGE, cuja credibilidade também tem sido discutida. A trajetória da política monetária permanece como tema central para a tomada de decisões.

– Raphael Cordeiro, diretor de Investimentos da Zelen Family Office, colaborador e professor da PUC-PR.

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