A Caixa Econômica Federal divulgou lucro de 3,5 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, queda de 34,4% ante o mesmo período de 2025. Os números foram apresentados em balanço divulgado nesta quinta-feira (14).
O resultado foi impactado pela elevação das provisões de crédito, usadas para cobrir possíveis perdas futuras. No início do ano, a caixa destinou 6,5 bilhões às provisões, alta de 225% em 12 meses.
A carteira de crédito totalizou 1,41 trilhão de reais no trimestre, expansão de 11,3% em relação ao ano anterior. O desempenho foi puxado pelo crédito imobiliário, com 966,2 bilhões, 68% do resultado e valorização de 13,9% frente a 2025.
O financiamento comercial também se destacou, atingindo 269,2 bilhões, alta de 9,7% em relação ao 1T de 2025. As contratações de crédito somaram 179,4 bilhões no trimestre, com imobiliário chegando a 64,2 bilhões e crescimento de 17,9% ante o mesmo período de 2025.
O índice de inadimplência ficou em 3,71% no trimestre. A Caixa alerta, porém, para possível aumento na inadimplência do setor agro, com foco em pequenos e médios produtores, ainda neste ano.
Novo Desenrola
Durante a coletiva, o presidente da Caixa, Antônio Vieira, informou que o banco já renegociou 820 milhões de dívidas por meio do Novo Desenrola. A implantação do uso do FGTS para quitação de dívidas está em fase inicial e deve entrar em operação no dia 25, quando a modalidade passa a valer.
Segundo Vieira, independentemente do uso do FGTS, o cliente já pode saber o valor disponível que poderá utilizar. A novidade permite usar até 20% do saldo do FGTS, ou até 1.000 reais, para renegociação de débitos, prevalecendo o maior valor.
A atualização ficará disponível a partir de 25 de maio, com previsão de movimentar até 8,2 bilhões de reais em recursos.
Entre na conversa da comunidade