A Ercros registrou prejuízo de 13,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, redução frente ao período anterior? Não, aumento de 12% em relação ao 1T2025. A empresa aponta demanda fraca, altos custos de energia e forte competição de países fora da UE como principais fatores.
O grupo químico segue no processo de aquisição pelo Bondalti Ibérica, que já lançou uma OPA para tomar controle. Em 19 de março, a CNMV informou que 77,23% dos acionistas aceitaram a oferta, fortalecendo o interesse no negócio.
Diante desse cenário, o novo conselho gestor anunciou, em 7 de abril, a intenção de tornar a empresa alvo de uma OPA de exclusão para deslistar. A ideia é ganhar flexibilidade para aplicar o plano de transformação.
Conforme a divulgação, a medida busca reforçar a posição financeira da companhia e viabilizar investimentos para reverter os resultados negativos. Em 2025, a empresa registrou prejuízo de 54 milhões, frente a 2024, com piora de demanda e custos energéticos elevados.
No 1T2026, a receita somou 154,8 milhões de euros, queda de 16% ante o 1T2025, que havia sido de 184,4 milhões. A divisão de produtos acabados recuou 16,7%, para 143,9 milhões, enquanto outros rendimentos caíram 26,1%.
O EBITDA ficou negativo em 1,2 milhão no trimestre, contra 9 mil euros de perda no 1T2025. A dívida financeira líquida chegou a 168,58 milhões em 31 de março, com alta de 43,6 milhões, impulsionada por fluxo de caixa negativo de 33 milhões.
Ao fim de março, a liquidez da Ercros era de quase 45 milhões de euros. A empresa mantém ainda desafios com demanda, energia e competição global, sob vigilância de investidores e reguladores.
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