A guerra no Oriente Médio e o aumento no custo do gás natural, usado na fabricação de fertilizantes, devem impulsionar o mercado de bioinsumos. Executivos do setor destacam esse movimento durante o São Paulo Innovation Week (SPIW). O debate ocorreu na sexta-feira, 15, em São Paulo.
Representantes enfatizaram que o momento favorece o espaço para bioinsumos, produzidos a partir de organismos vivos usados na agricultura. A CEO da Vitalforce, Sheilla Albuquerque, afirmou que conflitos aceleram a adoção de novas tecnologias.
Sheilla explicou que, no Brasil, a guerra ainda não elevou os preços de venda, mas encarece os custos dos produtores. A principal barreira, segundo ela, é o desconhecimento entre agrônomos e produtores, acostumados ao modelo químico tradicional.
Obstáculos e oportunidades para a adoção
Segundo a executiva, a ideia é inverter a lógica de uso: começar pelos biológicos e usar o químico apenas se necessário. Ela ressalta que bioinsumos não substituem totalmente fertilizantes químicos, mas podem reduzir custos e aumentar a produtividade.
Outro participante foi Marcelo de Godoy, CEO da Simbiose. Ele destacou que o cenário de alta de fertilizantes cria oportunidades para o Brasil ampliar ferramentas que diminuam a dependência de insumos químicos.
João Oliveira, diretor da Agrivalle, reforçou a ideia de que as matérias-primas de fertilizantes químicos são finitas. Ele sinalizou a viabilidade de usar compostos recicláveis para manter a produtividade com menos insumos químicos.
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