O preço da gasolina subiu na semana de 10 a 16 de maio, segundo a ANP. O litro ficou em média R$ 6,66, 0,15% acima da semana anterior, com alta acumulada de 6,05% desde antes da guerra no Irã. Há variações expressivas entre estados e capitais.
O diesel recuou 0,7% no mesmo período, para média de R$ 7,00 por litro, ainda 16% acima do patamar anterior ao conflito. O etanol caiu 1,35%, para R$ 4,38/l, quedas que seguem a tendência nacional de queda em combustível renovável. O GLP também caiu 0,14%, com média de R$ 114,77 por botijão.
Variações regionais e impacto
Roraima registrou a gasolina mais cara, a R$ 7,79/l, enquanto Minas Gerais ficou em R$ 6,21. Capital Boa Vista teve a média mais alta entre as capitais, R$ 7,70, e Belo Horizonte, a menor, R$ 5,89. Em São Paulo, o litro ficou em R$ 6,53.
Para o diesel, o Acre liderou com R$ 7,84/l e Palmas, TO, teve a maior média entre capitais, R$ 7,87. Em São Paulo, o preço ficou em R$ 6,93. A gasolina também varreu o etanol, com São Paulo entre as menores médias, R$ 4,12/l, e Amapá entre as maiores, R$ 5,89.
Governo e medidas para conter preços
Em março, o governo anunciou medidas para conter a alta de combustíveis provocada pela guerra, incluindo subvenções e isenções fiscais. Entre elas, subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado e apoio a produtores com desconto repassado ao consumidor.
O pacote também ampliou a participação de importadores de gás de cozinha, com pagamento de até R$ 850 por tonelada para equalizar preços. Além disso, houve zeragem de PIS/Cofins sobre biodiesel e diesel, visando reduzir o preço nas refinarias.
Na outra frente, o governo tratou de frear reajustes abusivos com fiscalização mais rígida e ações para segurar o preço da gasolina. Uma medida provisória recente prevê subsídios para produtores e importadores, com teto de até R$ 0,8925 por litro.
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