O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou um prejuízo bilionário no primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira. A empresa informou receita consolidada de 4,3 bilhões de reais, e um rombo líquido de 1,347 bilhão de reais. O GPA permanece em recuperação extrajudicial desde a primeira quinzena de março de 2026.
Pelo lado contábil, parte do prejuízo decorre de itens não recorrentes sem impacto no caixa, como baixas de ativos, softwares, fundo de comércio e um crédito obtido no exterior, que somaram 1,014 bilhão de reais. Descontados esses efeitos, o prejuízo ajustado fica em 333 milhões de reais.
A receita líquida caiu 8,2% na comparação anual, reflexo da decisão de encerrar frentes pouco lucrativas, incluindo alguns canais de e-commerce e o formato Aliados, criado em 2016 para varejistas menores. Por outro lado, o Ebitda ajustado subiu 12%, para 458 milhões, com margem de 10,5%.
Plano de recuperação e perspectivas
Executivos do GPA afirmam confiar na retomada de lucros com a reestruturação aprovada há cerca de dois meses, que envolve um impacto total estimado em 4,5 bilhões de reais. Em comparação, a dívida licenciada com credores no momento da aprovação do plano era de 4,0 bilhões de reais.
Com a homologação judicial, a companhia projeta reduzir esse passivo para aproximadamente 2,1 bilhões de reais. O objetivo é estabelecer bases mais sólidas, com disciplina financeira, simplificação operacional e foco no cliente, mantendo o ritmo de execução.
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