O governo atualizou regras para PMEs, antecipando para setembro de 2026 a escolha do regime tributário que valerá em 2027. Empresas do Simples Nacional deverão decidir entre permanecer no modelo tradicional, adotar o Simples Híbrido ou migrar para o Lucro Real. A decisão impacta o valor líquido disponível após impostos.
A escolha é central porque cada regime tem impactos diferentes sobre créditos, custos fiscais e fluxo de caixa. A decisão influencia diretamente quanto sobra de dinheiro no caixa para investimentos e giro diário. A migração envolve planejamento tributário e financeiro de médio prazo.
O Simples Nacional pode perder atratividade para vendas corporativas. No novo sistema, grandes compradores valorizam créditos tributários integrais. Como o regime tradicional não permite aproveitamento completo de créditos de IBS e CBS, microempresas perdem competitividade frente a fornecedores com regimes mais vantajosos. A migração passa a ser estratégica.
Split payment e impacto no caixa
O split payment envolve retenção automática de impostos no pagamento da venda. Hoje, o dinheiro do imposto fica com a empresa por alguns dias, funcionando como capital de giro. Com a mudança, esse fôlego financeiro some, exigindo gestão de caixa mais rigorosa para evitar dificuldades diárias.
Juros elevados e custos de adoção
A taxa de juros de 24,6% ao ano para empresas, com a Selic elevada, eleva o custo de crédito para investir em sistemas de gestão e tecnologia. Sem recursos para automação, empresas podem enfrentar dificuldades para calcular tributos por valor agregado e planejar preços com precisão.
Armadilhas a evitar
Principais riscos incluem a falta de integração entre venda e contabilidade, fornecedores informais que não geram créditos e atraso na transição cultural. A reforma tributária não é apenas tarefa do contador; é uma decisão estratégica que afeta a sobrevivência de negócios nos próximos anos.
Fonte: Gazeta do Povo
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