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Reforma tributária avança e aumenta a incerteza

Com a CBS e o IBS em implementação, governo avança com split payment, elevando cobrança imediata e sobrecarga burocrática para empresas e investimentos

Em vez de eliminarmos a burocracia, corremos o risco de institucionalizar um monstro de duas cabeças que exigirá investimentos massivos em tecnologia e assessoria jurídica apenas para que o setor produtivo consiga cumprir suas obrigações básicas (Foto: Jakub Żerdzicki | Unsplash)
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A reforma tributária avança, mas a incerteza aumenta. O Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor detalharam as diretrizes da CBS e do IBS, voltadas para o consumo. O foco é um novo sistema dual, com cobrança imediata no ato da compra.

A proposta prioriza o split payment, mecanismo que transfere a cobrança ao fisco no momento da transação. Mesmo com a promessa de simplificação, há preocupações sobre burocracia, custos de conformidade e a gestão de caixa pelas empresas.

O texto atual amplia artigos sobre consumo no CTN, com implementação prevista para 2029. Durante a transição, empresas enfrentariam dois sistemas distintos, elevando a carga administrativa e o risco regulatório. A avaliação é de maior complexidade, não de menos.

Debates no Fecomercio-SP

No Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, foi discutido o tema soberania fiscal em xeque? Tensões e novos paradigmas tributários. Relatos apontam risco de institucionalizar um modelo complexo e dispendioso para o setor produtivo.

O grupo, com economistas renomados, trabalha em um livro sobre a reforma da tributação do consumo. A intenção é mapear gargalos da implementação e propor correções legislativas antes de impactos econômicos se consolidarem.

Especialistas ouvidos destacam insegurança jurídica e efeito negativo sobre investimentos. A visão é de que regras claras, a médio prazo, são essenciais para manter o ciclo produtivo e a geração de empregos.

Ives Gandra da Silva Martins, professor emérito, participa do debate. Ele enfatiza cautela e aponta que, diante das mudanças, o cenário é de incerteza que exige planejamento cuidadoso por governos e empresários.

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