O mandato do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, chegou ao fim nesta sexta-feira (15). Powell liderou o banco central dos EUA por oito anos, enfrentando críticas públicas de Donald Trump durante o período. Seu governo passou por crises importantes, entre elas a pandemia de Covid-19 e o impacto da guerra na Ucrânia.
Durante a pandemia, Powell manteve uma postura firme para resgatar o sistema financeiro, impulsionando medidas de apoio econômico. A inflação, porém, atingiu patamares elevados, levando o Fed a elevar juros repetidamente entre 2022 e 2023. As mudanças ampliaram rotação de poder entre as instituições e o governo.
Em janeiro de 2026, o Departamento de Justiça abriu investigação criminal sobre Powell, questionando declarações ao Congresso sobre custos de reformas na sede do Fed. O presidente do Fed reagiu, acusando o governo de intimidação. Powell indicou seu substituto na sequência da conclusão da missão.
Substituição e visão de Warsh
Kevin Warsh, indicado por Trump, foi aprovado pelo Senado para suceder Powell. Ele defende menor intervenção do Fed nos mercados e uma regra monetária mais previsível, mantendo o foco na inflação. Warsh promete preservar a independência da instituição, mas defende uma mudança de regime na condução da política.
O primeiro teste de Warsh será o enfrentamento da inflação, que tem sido pressionada por fatores como o aumento de preços da gasolina. A comparação com o período anterior sugere que a trajetória de juros pode seguir conforme a leitura de custos inflacionários, sem previsões fixas.
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