O Mundial do Queijo, em São Paulo, recebeu uma delegação da Índia que mostrou que o país está ampliando sua produção de queijos artesanais e maturados. Entre as opções apresentadas estavam o leite de camela, iaque e búfala, além de derivados como ghee. A participação foi incentivada pelo governo indiano e contou com apoio institucional.
A proposta indiana destacou a diversidade de laticínios do país e o interesse em ampliar o uso de técnicas europeias na produção local. Ao lado de queijos tradicionais, produtores apresentaram versões artesanais com técnicas importadas, gerando curiosidade entre organizadores e público.
Destaques da delegação indiana
A comitiva brasileira reuniu cerca de 20 queijos feitos com leite de zebu, carne que ainda domina o cenário pecuário local. Entre os itens, o Yak Churpi ganhou atenção pela textura incomum e pela explicação de preparo com leite de iaque.
A degustação contou com queijos produzidos pela Eleftheria, de Mumbai, que venceu medalhas no concurso. Industriários locais destacaram o impacto positivo da premiação na percepção sobre o potencial da indústria lática indiana.
Registo histórico e impactos
Regina Sugayama, diretora de relações internacionais do evento, explicou que a ideia incluía uma carta sobre o intercâmbio agropecuário entre Brasil e Índia. O texto mostrou a influência de itens trazidos durante o período colonial no desenvolvimento agrícola brasileiro.
O primeiro-ministro indiano expressou interesse em manter a participação no Mundial e reforçou a valorização do setor lácteo. Autoridades brasileiras viram a entrada india como possibilidade de futuros intercâmbios técnicos e comerciais.
Panorama futuro
Apesar de ainda faltar excedente para exportação, organizações indianas sinalizam horizonte de cinco a dez anos para ampliar as exportações de queijos maturados. Produtores e autoridades promovem profissionalização contínua para atender mercados internacionais.
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