O risco Brasil, medido pelo CDS de cinco anos, subiu na sexta-feira (16) de 116 para 121 pontos, após ter atingido o menor nível do governo Lula. O movimento ocorreu em meio a oscilações nos mercados globais e à cautela com o cenário fiscal e político interno.
Apesar da alta, o CDS permanece próximo das mínimas registradas durante o atual mandato. Analistas destacam que o movimento reflete fatores externos e a avaliação de risco associada ao andamento da política fiscal brasileira.
Durante a gestão Lula, o indicador chegou a cerca de 240 pontos em 2023, em meio a incertezas fiscais e debates sobre o novo arcabouço. Desde então, houve trajetória de queda com melhora na percepção de contas públicas e inflação.
O mercado acompanha também a trajetória da dívida pública e as medidas fiscais adotadas pelo governo. O ambiente eleitoral de 2026 é citado como componente de cautela entre investidores.
Fatores externos e cenário doméstico
Especialistas ressaltam que o CDS brasileiro é sensível a juros nos EUA, fluxo de capitais e apetite por ativos de maior risco. Essas variáveis externas influenciam a percepção de risco, independentemente de ações pontuais locais.
No período sob Bolsonaro, o menor patamar ocorreu antes da pandemia, em torno de 93 pontos. Com a Covid-19, houve recuo de risco para setores emergentes, impactando a leitura de credibilidade fiscal.
Agentes do mercado destacam que, apesar da alta recente, o patamar atual situa o Brasil ainda próximo de níveis vistos como aceitáveis para investidores. Acompanham-se, com atenção, os próximos movimentos fiscais.
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