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Shopee e Mercado Livre são os sites internacionais mais usados no Brasil

Levantamento aponta Shopee e Mercado Livre como marketplaces internacionais preferidos; medida de zerar imposto de importação entra em vigor por até 120 dias

Mercado Livre é o 2º marketplace internacional preferido dos brasileiros, diz CNDL
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O estudo mais recente da CNDL mostra que Shopee e Mercado Livre são os marketplaces internacionais mais usados pelos brasileiros para compras online, no período de junho de 2024 a junho de 2025. O levantamento envolve 1.094 entrevistas.

Entre os respondentes, 72,8% compraram pela Shopee; 63% citaram o Mercado Livre. Em seguida aparecem Amazon (38,5%), Shein (37,1%), AliExpress (9,1%) e Temu (8,9%). O trabalho aponta alta adesão a lojas internacionais mesmo com a cobrança.

96% dos brasileiros fizeram compras em sites estrangeiros no intervalo, mesmo com a taxa de importação. A cobrança entrou em vigor em 1º de agosto de 2024.

De 2024 para 2025, a parcela que compra em sites internacionais caiu de 97,6% para 95,8%, uma variação de quase 2 pontos. Em contrapartida, o uso de sites nacionais recuou de 89% para 70,9%.

A assinatura da medida provisória pelo presidente Lula ocorreu em 12 de maio de 2026, em uma reunião fechada. A norma zerou o imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50, o que já está valendo.

O texto estabelece que o ICMS continua sendo cobrado conforme o estado, sem alteração pela nova regra. A MP tem validade de até 120 dias, cabendo ao Congresso sua aprovação.

Repercussões econômicas

A indústria Nacional, em nota, afirma que a medida beneficia plataformas estrangeiras e prejudica fabricantes locais, sobretudo micro e pequenas empresas. A expectativa é de impacto sobre empregos e arrecadação.

A Abit classificou a revogação como equivocada, ressaltando desigualdade tributária entre empresas nacionais e internacionais. A Abvtex também criticou a decisão e pediu medidas compensatórias.

Autores da pauta destacaram que a mudança pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal mostram crescimento na receita de impostos de janeiro a abril de 2026, frente ao mesmo período de 2025.

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