A Petrobras registrou recorde de produção própria no 1º trimestre de 2026, com média de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). O volume é 3,7% superior ao 4T25 e 16,1% acima do 1T25. O desempenho foi impulsionado pelo ramp-up de FPSOs emBúzios, Mero, Marlim e Voador.
Entre os destaques, estão as plataformas P-78 e P-79, bem como a conectividade de novas fases nos campos citados. A companhia aponta melhoria na produtividade, eficiência operacional e redução de perdas por paradas de manutenção como fatores-chave.
A P-78 iniciou a injeção de gás em 2 de março, em 61 dias desde o início da produção, registrando o menor tempo de comissionamento do sistema de compressão e injeção entre plataformas próprias. A operação de ancoragem da P-79 foi concluída em 12 dias, estabelecendo novo recorde interno.
Desempenho do refino e captura de valor
No segmento de RTC, a produção total de derivados cresceu 6,7% no 1T26 frente ao 4T25, chegando a 1,816 milhão de barris por dia. Diesel, QAV e gasolina responderam por 68% da produção de derivados no período.
O FUT do parque de refino ficou em 95% no trimestre, 6 p.p. acima do trimestre anterior, com março atingindo 97,4%, o maior nível desde 2014. A Petrobras alcançou recorde mensal de diesel S10 em março, com 512 mil barris por dia.
A participação do petróleo do pré-sal na carga processada atingiu 69%, ampliando a flexibilidade para a produção de derivados de maior valor agregado. As vendas internas de derivados cresceram 2,9% em relação ao 1T24, com QAV subindo 9,6% para 126 mil bpd.
A empresa destacou a redução das importações de GLP, que somaram 26 mil bpd no trimestre, o menor valor já registrado. O resultado foi impulsionado pela produção do Complexo de Energias Boaventura e pela maior utilização do parque de refino.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, ressaltou que a aproximação com consumidores finais facilita o alinhamento de soluções com demanda de mercado e metas de descarbonização.
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